Ray Harryhausen e o cinema fantástico antes do CGI

Qual a sua importância na evolução dos efeitos visuais como os conhecemos hoje?


📷 Bloody-Disgusting.com


O cinema fantástico é hoje talvez a maior fonte de receita dos estúdios que dominam o mercado. Na linha de frente estão os filmes de super heróis, que vivem o seu maior momento e ganharam definitivamente o público, porém, olhando mais a fundo, existem muitas outras vertentes do cinema de fantasia que vieram ganhando força e hoje disputam audiência de igual para igual com outros gêneros.

Olhando toda essa tecnologia disponível nos dias de hoje, que dá vida e forma aos universos mais improváveis, pouca gente para e se pergunta como era a produção de efeitos visuais nos cinemas antes de tudo isso.

Se alguém se propôr a fazer uma rápida pesquisa sobre o assunto, mais cedo ou mais tarde acabará se deparando com o nome Ray Harryhausen. Nascido em 1920, Harryhausen cresceu fascinado com o cinema de sua época, e assistindo aos primórdios da criação de efeitos visuais na sétima arte, decidiu que era aquilo que queria fazer pelo resto de sua vida...e assim o fez.

Mergulhando nas técnicas de desenho, teatro, pintura, escultura e afins, adquiriu habilidades para dar os seus primeiros passos na arte da ilusão. Adquirindo cada vez mais conhecimento, se tornou um perito em animação stop motion, a manipulação de objetos quadro a quadro. Sua primeira incursão no cinema foi com o filme How to Bridge a Gorge (1942), onde atuou como produtor, mas foi em 1949, com o filme Mighty Joe Young, que Harryhausen apresentou seu primeiro trabalho com efeitos visuais.

Ao longo dos anos, o artista foi ganhando destaque e se tornou o profissional de efeitos especiais mais respeitado e requisitado pelos grandes estúdios. Em 1981, Harryhausen prestou seus serviços ao filme Fúria de Titãs, o seu trabalho mais conhecido, onde emprestou o seu talento para dar vida à criaturas mitológicas famosas, como a Medusa e o cavalo alado Pégasus.


📷 Warner Home Video / Divulgação

A qualidade dos efeitos para a época chamou a atenção e fez do filme um grande sucesso, gerando algumas readaptações da clássica aventura mitológica. Fúria de Titãs foi o último filme no qual Harryhausen prestou seus serviços, mas ele não poderia encerrar a sua carreira de forma mais poética e grandiosa.

Com o advento da tecnologia, mudou - se a maneira de se produzir o cinema fantástico, com um leque quase infinito de possibilidades à disposição, mas, ainda nos dias de hoje alguns poucos filmes, especialmente animações, ainda investem na técnica do stop motion, onde Harryhausen se fez um mestre.

Dono de um Oscar honorário ganho em 1992, o artista morreu em 07 de maio de 2013, em Londres, aos 92 anos.

Seu nome ficou marcado e sempre terá destaque quando o assunto for efeitos especiais no cinema. Sua lista de admiradores inclui James Cameron, Tim Burton, George Lucas e Steven Spielberg, que buscam inspiração em seu nome para tocar os seus projetos.




Abaixo um vídeo, com todas as criaturas que Harryhausen desenvolveu para os mais variados filmes, em ordem cronológica:


Ray Harryhausen e o cinema fantástico antes do CGI Ray Harryhausen e o cinema fantástico antes do CGI Reviewed by Adriano Rezende on julho 10, 2019 Rating: 5

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