Crítica | Capitã Marvel - Um tijolo a mais na solidez dos filmes Marvel.

📷Disney - Buena Vista / Divulgação
Desde o momento em que subiram os créditos de “Vingadores – Guerra Infinita”, os fãs da Marvel aguardam ansiosamente pelo desenrolar dos fatos que ficaram “suspensos”, desde que Thanos estalou os dedos e transformou metade do universo em pó. A esperança está depositada no pager intergalático acionado por Nick Fury, que enviou uma mensagem desesperada suplicando ajuda para a Capitã Marvel.

A menção à personagem foi uma jogada inteligente do estúdio, que deixou o caminho livre para introduzi-la em seu universo cinematográfico, e, mesmo depois do final trágico de “Guerra Infinita”, deixou confiantes os fãs ao redor do mundo, já que ela, nos quadrinhos é descrita como uma das mais poderosas (senão a mais poderosa) do “casting” dos heróis. Mas, quem é a Capitã Marvel...também conhecida como Carol Danvers? O filme solo da personagem chegou para responder a essa e outras perguntas.

O filme traz, acima de tudo, a origem da personagem, e desvenda como Carol Danvers, agente da CIA, adquiriu poderes sobre humanos. Para interpretá-la, o estúdio recrutou a atriz Brie Larson, que ganhou maior destaque em 2015, no filme “O Quarto de Jack” (filme que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz).Também estão no elenco Jude Law (Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindewald) e Annette Benning (Minhas Mães e Meu Pai), além de Samuel L. Jackson, que interpreta um Nick Fury rejuvenescido, já que o filme se passa em 1995.

Por falar na ambientação, merecem destaque as ótimas referências ao período dos anos 1990, retratados com fidelidade e humor, o que rendeu muitos momentos cômicos no filme. Os alívios cômicos, por sinal, continuam pontuais e característicos, o que já é uma marca das produções Marvel desde a ascensão de seu universo de heróis.


📷Divulgação

O roteiro do filme mantém a competência e a dinâmica dos filmes anteriores. A história se desenvolve com calma e permite o entendimento do público de forma didática, mas não redundante ou repetitiva. A origem da personagem é contada de forma bastante compreensível, até mesmo para quem não teve acesso aos quadrinhos. O passado de Carol Danvers é mostrado através de flashes aleatórios, porém bem posicionados, que vão jogando luz sobre o “surgimento” da Capitã Marvel.

Outro ponto positivo no roteiro é uma virada inesperada que ocorre em determinado momento, que aumenta o interesse e muda algumas peças de lugar, reposicionando a perspectiva do filme. Talvez por se tratar do primeiro filme solo de uma heroína da Marvel, há um tom feminista presente, mas ele é bem colocado e sutil, evitando exageros.

No mais, as cenas de ação estão muito boas, com os já conhecidos efeitos visuais espetaculares. Em contraponto, a emoção fica por conta do lendário Stan Lee, criador dos quadrinhos Marvel, que nos deixou em novembro de 2018. É dedicada à ele uma sutil homenagem, logo no início do filme, e claro, sua “ponta” no elenco está presente, desta vez com um significado a mais.

De um modo geral, “Capitã Marvel” faz seu debút em grande estilo, se encaixando com perfeição no arco narrativo protagonizado pelos Vingadores. A propósito, estão no filme algumas cenas com revelações importantes sobre o Tesserac (ou Jóia do Espaço), sempre presente nos filmes da Marvel, e até mesmo sobre o modo como Nick Fury perdeu a visão de um de seus olhos. Ao final das mais de duas horas de duração do longa, e com todas as cenas pós créditos devidamente exibidas (cenas reveladoras, por sinal), a sensação que fica é a de uma ansiedade ainda maior pelo que está por vir, com o lançamento de “Vingadores - Ultimato”. Pode vir Thanos! Estamos preparados!

“Capitã Marvel” é dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, e estreia dia 07 de Março nos cinemas brasileiros.


Confiram o trailer:

Crítica | Capitã Marvel - Um tijolo a mais na solidez dos filmes Marvel. Crítica | Capitã Marvel - Um tijolo a mais na solidez dos filmes Marvel. Reviewed by Adriano Rezende on março 05, 2019 Rating: 5

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